Vazio
O vazio me percorre,
Mas tuas lembranças me preenchem.
Quando pareço estar só,
Eis que tu vens em minha mente.
O que ocorre, o que parece, é que você,
Em minha mente floresce.
Vou cultivando nosso amor
Para que ele permaneça forte,
Inabalável.
Eis que vem a estiagem, as erosões,
As tempestades,
Mas estamos num solo fértil,
Nada pode acabar com o que não pode ter fim.
Nas tribulações tu estás constante,
Tu permaneces desabrochando em meu coração.
Vou te cultivar eternamente
Para que tu venhas
Florescer sempre
Em minha mente...
Escrito por Alexandre às 09h00
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Ingratidão
Quem és tu, ingrata!!!
Que me persegue na madrugada.
Nos meus pesadelos,
Acordei nas dores e desesperos.
Quem és!!!
O que queres, levar-me contigo
Até a imensidão do horror
E do desabrigo da vida.
Quem és tu, ingrata!!!
Que me deseja,
Que me persegue.
Que me possui,
Que me maltrata...
Quem és tu... vida ingrata.
Escrito por Alexandre às 10h47
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Poema III
Suspiros do meu amor ferido,
Mas a paz acalenta meu espírito.
Quase que por ti fui esquecido,
Mas meus desejos traiçoeiros,
Clamam fortes por teus beijos.
Ecoaram sobre o tempo,
Meus belos sentimentos.
Necessidade minha teu sorriso,
Tua virgindade.
Tentei repelir teu amor,
Do meu despojado coração.
Culminou teu amor em mim.
E antes abandonado,
Rogo as noites,
Por este amor encarcerado.
Poema V
Meu símbolo nítido, sobre os olhos,
De um amor de ódios.
Amores ilusórios,
De um forte gosto compulsório.
Tu que me ilumina a retina.
Teu amor que me parece fútil,
De dores e desgostos,
Teu amor não me é útil.
Condenei teu amor e me
Aprofundei no desespero.
Calado e indistinto,
Fui banido para as trevas.
Agonias e apatias me sobrevieram,
De um amor desgraçado.
Escrito por Alexandre às 09h03
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Poema II
Pobre menina desnuda sobre a chuva,
Infeliz destino de uma vida angustiada.
Quando cai à madrugada seu corpo,
Estremece pelas gotas geladas da chuva.
Tão mórbida a sua face
O desgosto a acalentou,
Sombrio são os seus dias,
Que nem a chuva limpa.
Insensata não teme a chuva da madrugada.
Tragédia sobre sua vida,
Pobre coitada não teve culpa.
Mas seus dias ainda são eternos,
São dias de muitas chuvas...
Poema VI
Esqueça-me, meu agonizante amor.
Eis-me aqui, despido do meu leito.
Tão sombrio e medonho
Me entrego à sina desgraçada
Desta infeliz jornada.
Adeus, meu macabro amor.
Carregarei mágoas e muitas lágrimas,
Que por ti foram derramadas.
Adeus, eu me despeço.
Das minhas dores não haverá regresso.
Ainda levantam-me a campa
E se usurpam dos meus restos.
Escrito por Alexandre às 07h46
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Poema IV
Ausente é meu coração,
Desgraçado e bandido.
Isolado de um engano.
Despedaçado pelo ódio,
E ingrato por ser traído.
Ele que angustiado palpita,
Delira nas noites,
Pois uma esperança é surgida.
Ah, meu ingrato amor!
Me pisaste e me abandonaste.
Sinto o flagelo sobre meu coração.
Ainda existe vida,
Mas não existe perdão.
Poema I
Gritei amor, mas tu não me ouviste.
Não foste capaz de compreender-me.
Derramei lágrimas amargas,
Quando esperei por tua compreensão.
Ó amor, presida comigo
O desabrochar das flores.
A chegada de uma nova estação.
Realmente tua mocidade não
Me compreende.
Mas teu imaculado amor
Me surpreende.
Escrito por Alexandre às 07h25
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